“One day your life will flash before your eyes.

Make sure it’s worth watching.”

(Gerard Way)

Você já ouviu falar de FOMO?

70% das pessoas sofre desse mal- “Fear Of Missing Out” ou medo de estar perdendo alguma coisa. A FOMO é o desejo de ficar conectado com o que os outros estão fazendo. Esse desejo esse que surge por um sentimento de apreensão e preocupação de que os outros estejam tendo experiências mais gratificantes que as nossas.

A FOMO está relacionada com esta realidade ultraconectada. Somos constantemente bombardeados por fotos e posts que insistem em nos lembrar que sempre haverá alguém melhor e mais feliz, nos lembrando de que a gente não curte o tanto que poderia.

Isso só existe porque estamos o tempo todo nos comparando aos outros. E, como ninguém posta foto de velório, doença nem briga feia (pelo menos não deveria), as redes sociais terminam por criar uma bolha onde tudo é perfeito.

O paradoxo é que, diante de tantas opções, você simplesmente não consegue aproveitar mais nada em sua plenitude. Qual foi a última vez em que aproveitou o jantar sem ficar grudada no celular? Vivemos em tempos líquidos, onde nada é feito para durar. A grande ironia atual é que a gente quer tanto aproveitar a vida que acaba não aproveitando mais nada.

A realidade é que ninguém é tão feliz quanto parece no Instagram. Sim, nós editamos a nossa vida nas redes sociais. Fazemos cortes e postamos somente o que apareceria no comercial da Margarina. Parece que os fracassos viraram pecados que podemos confessar no máximo a um psicólogo ou a um padre.

Às vezes eu me pego olhando minhas fotos  e penso “que vida massa que eu tenho, como eu sou feliz e realizada sempre”. Concordo em partes. Ter gratidão esta relacionado à felicidade sim, mas não posso afirmar que somos felizes o tempo inteiro. O ser humano tem a habilidade de se esquecer das coisas ruins e manter somente as coisas boas na memória.

Decidi relatar 3 dias recentes que eu não postei no meu facebook:

10 de março 2014 – segunda feira – Acordei cedo e fui trabalhar. Meu chefe me chamou na sala dele e me informou quem seria meu novo chefe. Era uma pessoa que eu já conhecia desde que entrei na empresa e não somos amigos. Chorei. Nem tudo na vida se explica ou é feito de forma justa.

7 abril 2014 – segunda feira – Acordei atrasada e mal humorada. Peguei o carro, dei a ré e bati no pilar do estacionamento. Almocei sozinha. Não conversei com muitas pessoas durante o dia.

8 abril 2014 – terça feira –  Disse para meu diretor que não queria mais ficar na área. Pela primeira vez me queixei de algo na empresa. Sempre tive minhas insatisfações mas nunca ao ponto de reclamar diretamente para ele. Percebi que estava esgotada.

Não quero aqui criar uma ode ao fracasso e às dificuldades da vida, mas o fracasso é muitas vezes um elemento do sucesso que a gente costuma esconder nas nossas histórias de vitória. Aprendemos através de tentativa e erro, desde pequenos.

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