Em várias formas de budismo, a prática da meditação é ensinada como um meio de se preparar para a morte em vida. Dissolver o ego em um grande nada — alcançar o estado iluminado do nirvana — é visto como um teste para a passagem ao outro lado.

Enfrentar a realidade da nossa mortalidade é importante porque elimina todos os valores ruins, frágeis e superficiais da vida. A morte nos confronta com uma questão muito mais dolorosa e importante : qual é o seu legado?

A morte é a resposta certa para todas as perguntas que devemos fazer , mas nunca fazemos . O único jeito de se sentir confortável com ela é se ver como algo maior que você mesmo; escolher valores que não servem só aos seus interesses , valores que sejam simples , imediatos, controláveis e tolerantes ao mundo caótico que o rodeia . Esta é a raiz da felicidade.

Se importar com algo maior do que você , acreditar que você é um componente que contribui para um contexto muito maior , que a sua vida não passa de parte do processo de uma grande produção ininteligível .

A arrogância tira isso de nós. A gravidade dessa postura atrai toda a atenção para dentro , para nós mesmos , fazendo parecer que nós estamos no centro de todos os problemas do universo , que nós somos os únicos que sofrem todas as injustiças , que somos nós que merecemos a grandeza , e não os outros .

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A mente moderna, mimada , resultou em indivíduos que se sentem merecedores de algo sem se esforçar , que sentem ter direito a algo sem se sacrificar . As pessoas se declaram especialistas , empresários , inventores , inovadores e treinadores sem qualquer experiência real de vida . Não fazem isso porque realmente se acham melhores que os outros ; fazem porque acham que precisam ser incríveis para serem aceitos em um mundo que só divulga o extraordinário . A nossa cultura atual confunde atenção com sucesso , presumindo que são a mesma coisa . Mas não são.

Viajar é uma ferramenta fantástica de desenvolvimento pessoal , porque nos afasta dos valores da nossa cultura e demonstra que outra sociedade pode viver com valores diferentes e ainda funcionar sem se odiar . Essa exposição a valores e parâmetros diferentes nos faz reexaminar o que parece óbvio e considerar que nossa forma de viver pode não ser necessariamente a melhor .

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“ O medo da morte vem do medo da vida . Um homem que vive plenamente está preparado para morrer a qualquer momento . ”

A sutil arte de ligar o foda-se – Mark Manson

SOBRE MIM

Priscila Kamoi é formada em Administração e Marketing pela Baldwin Wallace University. Trabalhou durante 7 anos no mundo corporativo e após câncer, largou a carreira corporativa para ter uma vida com mais propósito, liberdade e felicidade. Viu o blog como uma forma de unir tudo o que ama: viajar, ler, escrever, fotografar, moda, comer, culturas e pessoas. Já teve seu olhar por 27 países até agora e possui mais de 80 roteiros de viagens.Viajante, empreendedora e nômade digital por opção SAIBA MAIS

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