Confesso que fiquei meio receosa quando decidi ficar mais tempo sozinha no Japão, depois que minha família foi embora. Só precisei de um minuto de coragem e adiei o vôo da volta. Achei que não ia sobreviver rs.  Os japoneses não falam inglês e eu não falo japonês. Fiquei uns 10 dias, parte no Japão, parte em Dubai.

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Todo mundo disse que o Japão é extremamente seguro e realmente, nada aconteceu. Lá ninguém olha, ninguém fica reparando. Cada um tem sua vida, seus problemas. Não senti medo em nenhum momento. Em Dubai, me senti um estranho no ninho. Todo mundo olha. MUITO. Olha sem parar, sem desviar o olho, de forma constrangedora. Mas não fazem nada. Não senti medo também.

Tive mais medo de mim do que dos outros. De perder o dinheiro, de esquecer a bolsa, esquecer o mapa, de andar desligada, de acabar o dinheiro e não conseguir sacar. Mas dos outros, não mesmo.  O cuidado tem que ser dobrado, porque não tem ninguém para contar, caso algo aconteça.

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Viajar sozinha é legal. Faz bem, você se conhece, reflete, valoriza algumas coisas da vida: conversas, risadas,  principalmente a companhia. Você pensa muito, conversa com você mesmo, troca ideias com você mesmo, admira coisas sozinha. Ás vezes eu sentia falta, de olhar pro lado, e falar NOSSA que legal isso. Isso é a coisa mais impressionante que já vi. Ver aquele templo maravilhoso, o Buda gigante, o prédio mais alto do mundo. Ah, como eu tinha vontade de puxar assunto a todo momento. Os japoneses e os árabes são fechados, não conversam.

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Você toma as decisões sozinha, decide se quer ficar a tarde inteira em uma loja de roupas femininas ou não. Decide se quer dormir até tarde ou não. Decide se quer ir à piscina do hotel sozinha ou não. A GoPro era minha aliada. Tirava fotos boas sempre. Se bem que, os japoneses não ficam para trás não. Fazem manobras para tirar uma foto boa para te agradar. O Google Maps, era meu segurança. Ele me dava os metrôs, ônibus, caminhos, para ir e voltar.

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A bateria do Iphone nunca foi tão preciosa. Se acabasse eu tinha que pegar o mapa. Perguntar. Duas vezes me perdi e dois japoneses saíram da sua rota para me levar onde eu eu queria. Por pura bondade, por serem gentis, sem segundas intenções. Aliás, se você oferecer uma gorjeta é desrespeito.

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Nessa viagem, eu percebi que eu gosto de correr riscos. Arriscar, estar sempre fora da zona de conforto. Viajar sozinha é assim. Parece que você está sempre a beira de um crime inafiançável. Você é mais gentil com os outros, pois tem medo de uma grosseria. Você é você mesma. Come o que quer, veste o que quer, faz o que quer. Não precisa agradar ninguém. É bom viajar sozinha, uma vez na vida. Vá, mas volte. Porque nada dispensa uma boa companhia.

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SOBRE A AUTORA

Priscila Kamoi: Formada em Administração e Marketing. Viajante, empreendedora e nômade digital por opção. Já teve seu olhar por 20 países até agora!Ama viajar, ler, escrever, fotografar, moda, comer, culturas e pessoas… Formou na Universidade americana Baldin Wallace. Possui uma marca de camisetas ! SAIBA MAIS