Primeiramente gostaria de não romantizar a pandemia. Não estamos no mesmo barco e vivemos situações sociais completamente diferentes. Há famílias vivendo aglomeradas juntas em um mesmo ambiente, há mães estressadas em ficar o dia inteiro com os filhos e há maridos cada vez mais agressivos com suas mulheres.

Após ler e assistir muitos conteúdos relacionados às relações sociais em um mundo de pandemia e o que pode mudar após tudo isso, segue aqui uma análise do que podemos tirar de bom de tudo que está acontecendo.

Como o historiador e professor que admiro muito, Leandro Karnal disse, existem três coisas que aceleram a história: guerra, pandemia e evolução.

1 Aumento do comportamento online

Nesse atual cenário de isolamento social, percebemos que muitas reuniões e atividades podem ser feitas online, como por exemplo, o home office, onde as pessoas podem trabalhar de casa. Esse estilo de trabalho e de vida já é muito utilizado fora do Brasil, os conhecidos nômades digitais, que conseguem trabalhar de qualquer lugar utilizando a internet.

Como não podemos sair de casa, a confiança aumenta, seja dos funcionários, da compra online e nos rendemos ao consumo online, como por exemplo, fazer compras através de e-commerces, fazer cursos online, ler ebooks, assistir lives e treinar com aulas online.

2 Ter mais humanidade e solidariedade

No começo da pandemia, todos ficaram desesperados, correndo atrás de comida e papel higiênico. Esse foi o primeiro comportamento humano de sobrevivência e pensar somente em si próprio. Depois veio sentimento de solidariedade e empatia. Agora estamos reconhecendo mais as pessoas como humanos pensando nos que não tem.

Estamos separados, porém unidos. Estamos cada vez mais humanos. E é bonito ver as pessoas se preocupando com as outras. É preciso colocar rostos nessas mortes para que a HUMANIDADE entenda que são pessoas e não números e estatísticas.

3 Aumento da irritação, ansiedade e depressão

Nesse tempo de incertezas, não sabemos quando será o fim da pandemia, o que causa uma extrema ansiedade em relação a dinheiro, trabalho e estabilidade. Ficamos mais irritados com a família e atitudes dos outros. Pessoas ficam irritadas com o comportamento alheio e percebi até algumas pessoas irritadas por coisas pequenas, pelo outro fazer lives no Instagram, postar treinos em casa, fazer dancinhas no tik tok. Se o outro te irrita é porque tem algo seu. Só existe irritação via espelho, porque percebemos na atitude do outro algum defeito nosso. Pense: por que algo te irrita?

4 Aprendemos a ouvir mais

Em um mundo onde todos tem opinião, whatsapp e fake news, acreditamos que sabemos tudo e mais que os outros, com o conhecimento que adquirimos na internet. Opinião não é argumento. Devemos ouvir os médicos quando se trata de doenças, engenheiros quando se trata de construção, e por aí vai. Sua opinião não precisa ser exposta a todo momento. Deixe quem sabe do assunto falar. Quem tem mais interesse se torna mais interessante.

5 Ética é verificada em tempos difíceis

É fácil ser generoso e ter ética quando sobra dinheiro, comida, tempo, ou seja, quando está fácil. Ética é verificada em tempos difíceis. Exemplo pequeno, ter a consciência que o entregador de delivery está arriscando a vida para que você não arrisque a sua ao entregar comida, é desproporcional dar uma gorjeta pequena ao entregador.

Ter etiqueta é a ética da convivência: capacidade de conversar, respeitar as diferenças, ser tolerante, com uma comunicação não violenta e sem lacrar, comportamento horrivel de humilhar, dar a última palavra.

Esse é o momento de ninguém ganhar alguma coisa. Não é um momento para vender ou lucrar.

6 Mudança de comportamento e hábitos de limpeza

Com certeza após essa pandemia, vamos mudar nossos hábitos de limpeza. Lavar mais as mãos, usar máscaras, encostar menos nos outros e evitar aglomerações. Apesar de tudo, o que eu mais quero nesse momento é reencontrar meus amigos.

A felicidade só é real quando compartilhada. Se antes a gente queria ficar sozinho, agora mais do que nunca percebemos a importância de estar junto, de um abraço, carinho, estar e cuidar de quem a gente ama.

Essa é uma opinião minha sobre as relações sociais e comportamentais, sem estar relacionadas a politica ou com olhar da doença em si. E você, o que acha? Acha que podemos mudar nosso comportamento e ser humanos mais evoluídos?

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SOBRE MIM

Priscila Kamoi é formada em Administração e Marketing pela Baldwin Wallace University. Trabalhou durante 7 anos no mundo corporativo e após câncer, largou a carreira corporativa para ter uma vida com mais propósito, liberdade e felicidade. Viu o blog como uma forma de unir tudo o que ama: viajar, ler, escrever, fotografar, moda, comer, culturas e pessoas. Já teve seu olhar por 34 países até agora e possui mais de 100 roteiros de viagens.Viajante, empreendedora e nômade digital por opção SAIBA MAIS

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