Em uma sociedade líquida, tudo está em constante transformação, muda rápido e nada é feito para durar. Hoje em dia, existe tanta forma de entretenimento que não temos tempo de responder uma mensagem, encontrar pessoalmente com algum amigo ou se esforçar para manter um relacionamento.

Atualmente, o consumo tem o papel de transformar o consumidor em mercadoria, afetando outros aspectos da vida. As capacidades, habilidades, gostos, formas de se vestir das pessoas são como a vitrine, identidade e personalidade, e para melhorar a “mercadoria”, as pessoas fazem cursos, faculdade, adquirem conhecimento, se comportando como produto e assim, mais valiosos no mercado.

A maior vitrine de venda das pessoas são as redes sociais, onde cada um se vende e mostra seu melhor expondo suas vidas, bens materiais, viagens, conquistas, roupas, comida, buscando a perfeição no corpo, tornando humanos cada vez mais supérfluos e vendáveis, sendo um marketing de si próprio.

Antigamente, não se tinha essa vitrine virtual de comparação, e as pessoas consumiam para suprir necessidades básicas e fisiológicas. Hoje em dia, tem sempre algo novo que foi lançado, ultima moda de alguma roupa, ou algum destino de viagem que está em alta. Com essa mudança de consumo na modernidade líquida, que transformou as pessoas como mercadorias, aumenta-se o consumo desenfreado e impensado devido ao excesso de opções que existem de venda.

O consumismo exacerbado de informações, redes sociais, pessoas, noticias, causam liquidez nos tempos e relacionamentos. Estamos na era onde tudo é descartável, insensível, indiferente e supérfluo. Não nos apegamos, pois não queremos mais ter as coisas, e sim, alugar, para depois devolver. É como um filme, hoje em dia não compramos mais dvd e fitas, mas sim alugamos em plataformas de streaming.

Com a internet e as redes sociais, é muito fácil se conectar, mas também nos desconectamos facilmente das pessoas, e isso caracteriza a liquidez das relações. Como o sociólogo Zygmunt Bauman diz, “Os tempos são “líquidos” porque tudo muda tão rapidamente. Nada é feito para durar, para ser “sólido”. Disso resultariam, entre outras questões, a obsessão pelo corpo ideal, o culto às celebridades, o endividamento geral, a paranoia com segurança e até a instabilidade dos relacionamentos amorosos”.

A falta de solidez da modernidade líquida, as pessoas vistas como mercadorias, o consumo desenfreado, a quantidade de opções que temos causa uma sociedade cada vez mais ansiosa, impaciente e depressiva. A vitrine das redes sociais, onde humanos são vistos como mercadorias, faz as pessoas se compararem o tempo inteiro, consumindo cada vez mais produtos sem propósito e sem necessidade, causando efeitos deletérios. Ao mesmo tempo que temos tudo, não temos nada.

SOBRE MIM

Priscila Kamoi é formada em Administração e Marketing pela Baldwin Wallace University. Trabalhou durante 7 anos no mundo corporativo e após câncer, largou a carreira corporativa para ter uma vida com mais propósito, liberdade e felicidade. Viu o blog como uma forma de unir tudo o que ama: viajar, ler, escrever, fotografar, moda, comer, culturas e pessoas. Já teve seu olhar por 34 países até agora e possui mais de 100 roteiros de viagens.Viajante, empreendedora e nômade digital por opção SAIBA MAIS

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