Gus Benke, 29 anos, fotógrafo. Se apaixonou pela fotografia durante um intercambio na Austrália, onde descobriu um mundo lindo e vibrante. Acabou de voltar de Florianópolis, onde estudou música durante um ano.

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  1. Qual sua trajetória?

Eu nem sonhava com a fotografia. Minha mãe tirava muitas fotos minhas, ela era muito coruja, pois meu pai faleceu quando era criança. Quando tinha 17 anos, fiz intercâmbio na Austrália e tive a oportunidade de conhecer um mundo que me encantou muito. Antes o mundo não tinha graça, eu não criava harmonia e era muito solitário. Lá eu vi um mundo lindo, maravilhoso, as pessoas me recebendo super bem e para mim era algo novo e encantador. Comecei a tirar foto lá. As fotos saíram lindas, vibrantes… era como se eu fosse um cego que passou a ver.gus benke palestra Passei a ver o amor na minha vida. Fiz 6 meses de aula de fotografia na Austrália. Quando voltei, fiz Relações Públicas e curso de fotografia na Portfolio. Ainda assim eu não pensava em ser fotógrafo, então tive todo o tempo de curtir e conhecer a fotografia, sem forçar a barra, de forma verdadeira, espontânea e sincera. Eu ainda estou descobrindo meu estilo.

  1. Como é sua rotina, seu trabalho como fotografo?

Comercialmente eu trabalho com fotografia de casamento. Trabalho pouco e ganha bem. Estou me dedicando bastante ao meu trabalho autoral. No momento estou com projeto de fotografia para resgatar a minha coragem de errar. Tirar foto sem me cobrar. Estou estudando fotografia visceral, é quando a fotografia te rasga, quando não tem opção a não ser fotografar, fica completamente tomado, possesso por aquilo. Eu gosto de transpor as questões técnicas da fotografia ao nosso dia a dia. Por exemplo, quando te vejo de cima, eu te vejo baixinha, mas se eu quero te engrandecer, na vida real, eu tenho que ser humilde e eu abaixo. É o mesmo lance na fotografia.

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  1. Li na sua entrevista para Revista Viver que você diz que quer aproveitar mais a vida, cobrar caro para trabalhar pouco e ser mais simples. Conte um pouco sobre seu estilo de vida.

Uma coisa que eu percebo, é a moda das pessoas dizerem que estão na correria. Se for um sacrifício por um tempo, buscando algum propósito acho legal. Porém, parece que é uma tendência as pessoas serem vítimas da vida. Acredito muito que a gente tem que ser feliz, trabalhar com o que ama. Para mim não cabe algo diferente disso. Eu tenho tranquilidade financeira, mas poucas despesas. Faço um casamento por mês, trabalho dois dias no mês, consigo pagar todas as contas e viver bem.

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  1. Você morou um ano em Florianópolis estudando música. Por que voltou?

Senti saudades de Curitiba, quero focar na fotografia e aprendi a quantidade suficiente de teoria musical. Toco flauta e estou começando violão. Quero trabalhar muito com isso ainda, uma coisa que me dá prazer. Gosto de compartilhar amor, luz e a música é um meio de compartilhar isso.

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  1. Qual foto te marcou?

Tenho algumas fotos. Tem uma especifica que tenho pensado nela. Eu passei uma semana hospedado num hospício, Hotel da Loucura no Rio de Janeiro. Foi incrível.  Tirei uma foto de um cara “louco”, muito carente… ele não estava conseguindo dormir enquanto eu estudava flauta. Ai falaram para eu tocar flauta para ele dormir. Ele dormiu, num manto azul e em cima de várias almofadas. Nesse momento tirei uma foto. Não é uma fotassa, mas foi um momento muito especial.nex coworking gus

  1. Quais fotógrafos te inspira?

Tem vários. Orlando Azevedo, fotógrafo do Paraná. Sebastião Salgado. Outro trabalho maravilhoso, do Gregory Colbert é Ashes and Snow, conexão com animais, tribos, imagens que parece Deus, explicitamente, muito forte, uma sensibilidade, nunca vi nada parecido.

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  1. O que você valoriza?

Generosidade, harmonia, amizade e criatividade.

Para conhecer melhor o trabalho de Gus Benke, venha no bate papo que vai rolar no Nex, dia 23 junho, às 19hs. Entrada gratuita. Inscreva-se aqui

Realização: Nex Coworking

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